Antes de ver o filme, ouvi: "É um filme muito pesado!", "Quando sai do cinema, não saiba nem o que falar!", "É um filme péssimo!", "MA-RA-VI-LHO-SO!" Bom... tinha mesmo que 'pagar pra ver'... e assisti.
Tema indigesto, para algumas pessoas. Meio polêmico. E ele simplesmente joga na cara, não discute. Talvez isso tenha deixado algumas pessoas revoltadas e outras encantadas.
"A Pele que Habito, baseado no romance Mygale, do escritor francês Thierry Jonquet, conta a história do Dr. Robert Legard (Antonio Banderas), que, depois da morte da esposa e da filha, mergulha no desenvolvimento de uma pele artificial sensível a todo toque e resistente a qualquer agressão. Robert divide a bela mansão El Cigarral com a assistente Marília (Marisa Paredes) e com uma misteriosa e bela jovem metida em um macacão cor da pele, Vera (Elena Anaya)." (Patrícia Rebello - www.criticos.com.br).
Li um crítico que se disse decepcionado, pois em 2009 Almodóvar havia dito que seu próximo filme seria um suspense. Mas em 2011, prestes a lançar "A Pele Que Habito", o diretor anunciou que seria um filme de terror, sem gritos e sem susto. E realmente foi. O filme te coloca no limite da pele que cada um habitamos, a pele que separa o que está dentro de você e o que está fora - no sentido de reflexão de valores. A história ta ai, sem direcionamentos muito fortes quanto ao que o espectador deve concluir. Ao meu ver, o personagem não foi construído para ganhar a simpatia do público, tampouco para ser vilão ou mocinho. Os personagens principais podem ser vilões e mocinhos, mudando a qualquer instante. Eu mesma, não sabia a derrota de quem, eu deveria comemorar. E eu penso que talvez seja justamente esse convite a reflexão, esse 'veja e interprete', que algumas pessoas não tenham entendido direito. Pois como eu disse mais lá em cima, o filme não discute. Ele coloca discussões em questão, mas não discute. Disseram ser um filme de excessos: depende do que cada um considera como moderado.

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