Desde que eu comecei com essa nova fase do Fala, Lica!, eu passeia me questionar o que eu fazia aqui. Como ando lendo e me irritando muito com as críticas cinematográficas, me bateu a dúvida: isso que eu faço aqui é crítica?
Não consigo estabelecer uma ligação fiel entre a estrutura do meu texto aqui no blog, com a estrutura das críticas que eu leio. Então, responderia que não. Mas, segundo um livro que eu li, "o crítico informa e oferece juízo de apreciação". De certa forma, eu faço isso. Não?
O que eu consigo perceber, de fato, é que eu sou muito de pensar na fruição. Pra que tipo de apreciador o filme foi feito? O que o filme quer causar? Ai, sim, entra na forma que eu gosto de pensar. Pois se um filme 'babaca' foi feito pra ser babaca e é mesmo um filme babaca, ele se torna bom. Ele conseguiu ser o que foi feito pra ser. Taí, uma das coisas que me irritam nas críticas... É sempre sobre o que o crítico gosta ou não gosta.
Penso que isso vem muito da minha formação em publicidade. Que ai rola uma equação, onde um objeto é feito de tal jeito pra tocar tal pessoa de tal forma. Se isso funciona, o filme é bom (por mais que eu não tenha gostado dele - provavelmente eu não sou o espectador modelo dele).
Enfim... Proponho isso: entender que o filme não necessariamente foi feito pra você gostar.
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